sábado, 16 de fevereiro de 2008

...em ComUM...

«Alunos de OCV estão descontentes com regulamento de estágio

Os alunos da licenciatura em Optometria e Ciências da Visão (OCV) da Universidade do Minho (UM) que terminam todas as cadeiras do curso este mês (Fevereiro), estão descontentes com o regulamento de estágio que só lhes permite estagiar em Setembro. Para além dos meses de espera, são obrigados a pagar as propinas do próximo ano lectivo.


Os estudantes de OCV só são admitidos a estágio se concluírem o curso no semestre anterior. “Os alunos que terminarem a parte curricular na época de recurso, poderão iniciar o seu estágio no 1º semestre desde que se verifique disponibilidade de orientador e de local de estágio. Os alunos que concluam a parte curricular na época especial iniciarão o seu estágio no 2º semestre”, informa o regulamento de estágio.

Para uma aluna de OCV, que não pretende ser identificada, “o regulamento de estágio é ambíguo e pode ser interpretado de várias maneiras”. “Há alunos que só tinham uma cadeira para esta época de recurso e agora só podem ir estagiar em Setembro”, revela. A situação agrava-se quando, para além dos “seis meses de inactividade”, os estudantes são obrigados a pagar 948 euros de propinas do próximo ano lectivo.

A directora do curso de OCV, Elisabete Oliveira, reconhece que todos os anos os alunos se queixam da mesma situação: “Desde que o curso existe, o acesso e colocação nos estágios sempre foi assim”, revela ao ComUM.

A directora afirma que é impossível colocar em estágio, no 2º semestre, os alunos que estão neste momento a terminar as cadeiras: “Os locais de estágio têm de ser programados com antecedência e têm de haver orientadores de estágio disponíveis no departamento”.

Neste momento, OCV conta apenas com uma professora orientadora de estágio. O que, nas palavras da estudante de OCV, “é muito pouco para as necessidades do curso, impedindo mais alunos de irem para estágio”.

Elisabete Oliveira reconhece que “em termos de recursos humanos, o departamento depara-se com grandes problemas”. “A situação agravou-se quando o reitor indeferiu, este ano, a contratação de dois docentes convidados, por contenção de despesas de cursos”, afirma a docente.

Para tentar colmatar a situação, Elisabete Oliveira conta que “foram pedidos ao Reitor dois monitores para assegurarem os turnos práticos das disciplinas, para que alguns professores fiquem disponíveis para orientarem estágios.”


15/02/08
Eduarda Sousa

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